Pulso desviado: Mão bota radial e cubital

MÃO ZAMBA RADIAL E ULNAR



Na mão bota radial ou deficiência radial não se forma correctamente o lado lateral do antebraço e mão (lado do rádio e polegar). Como o osso desta parte denominado Rádio é mais curto, o punho se desvia para fora. Além disso, o antebraço tem a metade da longitude do normal e o polegar costuma estar afectado (ver secção hipoplasia do polegar) (Fig 5).
 

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Figura 5. Mão bota radial. A mão está desviada, o antebraço é muito curto e não existe polegar.


O grau das alterações é variável. Segundo a radiografia estabelecemos diferentes grupos na classificação de Bayne (Fig 6).

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Figura 6. Radiografia de uma mão bota radial. Só existe uma pequena parte
do rádio (tipo Bayne III) pelo que a mão se desvia.


A deficiência radial é o exemplo clássico de paciente que requere avaliação médico-genética pois se associa aproximadamente em 30% dos casos a síndromes (os mais frequentes: do sangue (Anemia Fanconi, Sd TAR), do coração (Holt -Oram) e VACTERL) e em 30% a malformações do ráquis(5). Por protocolo é realizado uma radiografia da coluna, ecografia renal e ecocardiograma para excluir estes síndromes associados, no entanto podemos necessitar de outros estudos.

O tratamento habitual é denominado “centralização do carpo” porque centramos a mão no cúbito para coloca-la em linha com o antebraço. É realizado por volta do ano de vida. O problema deste tratamento é tendência a redesviar-se o punho e ter pouca mobilidade (Figura 7).
 

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Figura 7. Vários anos depois da centralização. Ainda que seja melhorada
a posição da mão, é evidente que esta se re-desviou.


O Dr Soldado aplica técnicas de microcirurgia para obter melhores resultados (punho com menor redesvio e maior mobilidade).
Depois de tratar o desvio do punho, temos que reconstruir o polegar (ver secção de Hipoplasia Pulgar). Ao aproximar da adolescência podemos alargar el antebraço.

 

Mão bota cubital ou deficiência ulnar

Na deficiência ulnar ou mão bota cubital não se forma corretamente o lado interno (lado do cúbito e mindinho). O osso desta parte denominado cúbito é mais curto e o punho está desviado para diante, além de que faltam dedos no lado interno (Figura 8 e 9). O principal problema é que o polegar costuma estar malformado (70%, ver hipoplasia do polegar) e os dedos existentes costumam apresentar sindáctilias (30%, Ver Sindactilia). O mais importante para melhorar a função destas mãos é reconstruir o polegar (por volta do primeiro ano de idade) e depois as sindactilias.
 

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Figura 8. Deficiência ulnar menor onde apenas dedo mindinho está ausente.
O resto de estruturas e a função são normais.



Figura 9. Mão bota cubital. El antebraço é mais curto, o punho está flexionado e os dedos com sindactilia.

A diferença em relação à mão bota radial, é que não se associa a síndrome, porém sim a outras malformações (coluna e extremidade inferior) e é recomendado explorar as extremidades inferiores e fazer uma radiografia da coluna.


Entre em contato com o Dr. Francisco Soldado e descubra qual tratamento é mais aconselhável para o seu filho.

O Dr. Francisco Soldado é especialista em problemas nas extremidades superiores das crianças e na reconstrução com técnicas microcirúrgicas das extremidades das crianças.

Em seus esforços para aperfeiçoar estratégias e técnicas de tratamento, ele colaborou com vários centros de referência em todo o mundo.

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