Dedos ou polegar extra: Polidactilia

 

DEDOS OU POLEGAR EXTRA


A polidactilia é uma das malformações da mão mais frequentes.

Na polidactilia da mão existem mais de quatro dedos ou mais de um polegar. Pode ocorrer ao lado do polegar (denominando-se polidactilia pré-axial ou duplicação do polegar), ao lado do mindinho (denominando-se polidactilia pós-axial) ou os dedos centrais (polidactilia central). A polidactilia pré-axial é mais frequente na raça branca e a pós-axial na negra. A polidactilia central não é frequente.
 

Mindinho extra (polidactilia pós-axial)

A polidactilia pós-axial no individuo branco, ao contrário do observado na raça negra negra, não é frequente e pode ser indicativa de um síndrome subjacente (encaminharemos estas crianças ao pediatra e geneticista). Habitualmente é hereditária.

O dedo extra pode estar completamente desenvolvido, como um dedo normal (tipo A) (Figura 18) ou ser rudimentar e pediculado (tipo B, em forma de uma bola que pende no mindinho) (Figura 19).
 

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Figura 18. Polidactilia do mindinho tipo A. Dedo completamente formado.
 

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Figura 19A. Polidactilia do mindinho tipo B. Dedo rudimentar
em forma de esfera presa por um pedículo à mão.

O tipo B pode ser tratado a seguir ao nascimento na enfermaria mediante uma ligadura (estrangulamento com um hilo ou mini grampo) (Figura 19B).

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Figura 19B. Estrangulamento do mindinho rudimentar extra com um mini grampo.

O tipo A requere tratamento em sala cirúrgica. A cirurgia não é simplesmente cortar o dedo extra, sendo que é necessário uma reconstrução articular reconstruindo músculos e ligamentos para evitar desvios do dedo no futuro. Opera-se cerca do ano de vida.

 

Pulgar extra (duplicação pulgar o polidactilia pré-axial)

A duplicação do polegar (polidactilia pré-axial) não costuma ser hereditária, afectando somente uma mão e não se associando a outras malformações.

Portanto não é necessário enviar a criança ao pediatra ou ao geneticista.
O polegar está dividido a um nível variável (desde a ponta à base do polegar, classificação de Wassel). Mais frequentemente divide-se ao nível do nós (Figura 20).
 

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Figura 20A. Pulgar duplicado ao nível da base do polegar. Denomina-se tipo IV de Wassel.

falta 20B

Figura 20B. Radiografia onde se observa que a divisão produz-se ao nível da primeira falange (primeira e segunda falanges duplicadas)

A cirurgia não é simplesmente cortar o dedo extra, sendo que é necessário uma reconstrução articular reconstruindo músculos e ligamentos para evitar desvios do dedo no futuro (Figura 20C). Opera-se cerca do ano de vida, momento em que as crianças começam a utilizar a pinça com o polegar.


Figura 20C. Reconstruiu-se o polegar recolocando ligamentos e musculatura do polegar.
A agulha é mantida durante 3 semanas enquanto estes cicatrizam.

Um caso especial é a mão em espelho (dimelia ulnar). Ver secção.

O Dr. Francisco Soldado é especialista em problemas nas extremidades superiores das crianças e na reconstrução com técnicas microcirúrgicas das extremidades das crianças.

Em seus esforços para aperfeiçoar estratégias e técnicas de tratamento, ele colaborou com vários centros de referência em todo o mundo.

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